REDES DE FRANQUIAS QUE OFERECEM AO CONSUMIDOR OPORTUNIDADE DE ACESSAR PRODUTOS E PROCEDIMENTOS – ATÉ ENTÃO CAROS – DE FORMA MAIS BARATA CRESCEM NO PAÍS. MOVIMENTO É NATURAL, DIZEM ESPECIALISTAS.

A frase “isso é coisa de rico” se aplicava muito a alguns serviços estéticos, escolas particulares e até atos mais comuns, como lavar roupas em lavanderias. O estigma de que tudo isso só poderia ser feito por quem tinha alto poder aquisitivo começou a mudar na última década.

Com o crescimento das franquias, observou-se a necessidade de popularizar alguns serviços. E quem soube aproveitar essa onda colhe hoje os frutos de uma tendência sem volta: o olhar para a classe C.

O diretor da S.A. Franchising, Carlos Alberto Altnetter, afirma que esse movimento foi natural. As franqueadoras viram que precisavam ser mais competitivas no mercado. Para isso, mudanças profundas precisaram acontecer. “Foi preciso reduzir margens, fazer mudanças estruturais, enxugar custos operacionais, inovar produtos e serviços, negociar com vários fornecedores, mantendo os preços competitivos, mas sem baixar a qualidade”, explica.

No entanto, não foi apenas a organização interna que precisou ser modificada: a própria relação da marca com o consumidor também demonstrou que é possível oferecer um serviço que seria caro por um preço mais justo. “É importante estudar a fundo os gostos e interesses deste novo público para que lhe seja oferecida a qualidade que ele espera pelo preço pago. O ambiente das lojas também deve ser amigável e atraente para este novo consumidor”, afirma o sócio-diretor do GSPP, empresa de formatação e comercialização de franquias e consultorias para shopping centers, Umberto Papera Filho.

Carlos Alberto Altnetter considera que há apenas um risco em tudo isso, e nem é relacionado ao negócio propriamente dito, mas aos fatores externos. Já Papera Filho acredita que as empresas devem estar preparadas para absorver a nova demanda. “Na maioria das vezes, é necessário um investimento inicial para otimizar os processos, como investir em equipamentos para automatização da loja, que mais tarde refletirá em menos custo com pessoal, treinamento dos funcionários, mudança de layout das lojas, desenvolvimento de serviços e produtos que ofereçam valor para o público-alvo em questão”, enumera Papera Filho.

A Gestão&Negócios selecionou oito franquias que comemoram os resultados positivos ao mergulharem de cabeça nos mercados B, C e até D, oferecendo serviços e produtos até então inacessíveis ou caros demais.

FONTE: Gestão & Negócios

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